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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Experimentos saborosos interessantes

Imagem: Valenti Angelo

Suco da luz do sol

Coloque 2 maçãs picadas sem sementes no liquidificador. Bata com a ajuda de um pepino como socador para auxiliar a extrair o líquido que mora dentro dos vegetais. Acrescente um punhado de grãos germinados, folhas verdes comestíveis: couve, chicórea, hortelâ, o legume e a raiz escolhida na proporção indicada, variando as hortaliças sempre que possível e privilegiando as de produção orgânica. Coe num coador de pano e beba logo em seguida. E se delicie com a força da energia vital!

Como germinar grãos:

Colocamos de uma a três colheres de sopa de grãos num vidro e cobrimos com água limpa.
Deixamos de molho por uma noite (8 horas).
Cobrimos o vidro com um pedaço de filó e prendemos com um elástico. Despejamos a água e enxaguamos bem sob a torneira.
Colocamos o vidro inclinado num escorredor num lugar sombreado e fresco Enxagüamos pela manhã e à noite. Nos dias quentes é preciso lavar mais vezes Os grãos iniciam sua germinação em períodos variáveis. Em geral estão com a sua potência máxima logo que sinalizam o processo do nascimento, quando ficam prontos para serem consumidos.

Sugestões de sementes:

Todas as sementes comestíveis, tanto pelo homem como pelos pássaros: girassol, painço, niger, colza, aveia, trigo, linhaça, arroz, centeio, gergelim, grão de bico, amendoim, lentilha, nozes, castanha do Pará, amêndoas, ervilha, feno-grego, etc.

Veja o Vídeo



Mais informações:
Ana Branco - PUC RIO

sábado, 12 de dezembro de 2009

Cuidado essencial

Limpeza dos canteiros da horta
Marcar com linhas onde as sementes serão colocadas Plantar na profundidade certa Participação Trabalho Voluntário
Tomates
Hortelã Graúda - Plectranthus amboinicus
Propriedades medicinais: Antibacteriana, antifebril, antiinflamatória da boca e garganta, anti-séptica bucal e da garganta, antitussígena, balsámica. Indicações: asma, bronquite, coriza, dor de cabeça, dor de ouvido, gripe, inflamação no colo do útero. Parte utilizada: Folhas frescas.
Fonte: Plantamed
Pimenta Cambuci
Manjericão (Ocimum basilicum L., Lamiaceae)
Na medicina popular, suas folhas e flores são utilizadas no preparo de chás por suas propriedades digestivas e tonicas, freqüentemente utilizadas em tratamento de enjôos, vômitos e dores de estômago. São indicados ainda para problemas respiratórios e reumáticos. É também usado na culinária popular, em saladas, recheio, molhos, sopas.
Fonte: IAC SP
Consorciação de culturas
Aloe Vera - Babosa
Nativa da África, a babosa, Aloe vera (L.) é uma planta de ambiente seco e clima quente que não tolera solos encharcados, muito usada na medicina popular. Mais informações sobre cultivo: Embrapa

"Só o cuidado, transformado em paradigma de compreensão e de atuação e articulado com a solidariedade e a responsabilidade poderá salvar a vida, a espécie humana e o planeta Terra. Sem ele não há paz nem alegria de viver." Leonardo Boff

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Harmonia na horta

Alguns alunos, quando visitam a horta, ficam surpresos ao encontrar verduras crescendo junto às ervas medicinais e flores. Afinal, nossa cultura aprendeu a separar as plantas de um jardim daquelas que são próprias para uma horta.
No entanto, apesar de aparentar visualmente uma grande confusão, é justamente esta união que cria o equilíbrio dinâmico tão procurado no cultivo das plantas.
O importante é ter diversidade de espécies, plantas de diferentes tipos, famílias e hábitos. Diversidade gera equilíbrio e assim ocorre menor infestação de pragas e doenças. Além disso, quanto mais diversificada for a nossa horta, maior será a variedade de produtos e nutrientes oferecidos. Assim, plantamos:
Flores: para embelezar e aromatizar nossa mandala. Também atraem insetos e pássaros que ajudam no controle biológico.
É bom plantar espécies com flores pequenas como as margaridas, salsinha, erva-doce e plantas com cores fortes como a zínia.
Ervas Medicinais e Aromáticas: além do uso na medicina popular, fornecem chás e servem como repelentes de alguns insetos.
Verduras, legumes e frutas: além de alimentos, ajudam na composição e manutenção da horta, seja no controle natural de doenças, ou ciclagem de nutrientes, adubando a terra.
Plantas fornecedoras de nutrientes: são os adubos verdes.

Se retiramos constantemente verduras, legumes e ervas da horta, precisaremos repor os nutrientes que a planta absorveu da terra. Por isso, plantamos, feijão guandu, mucuna preta e girassol.
É incrível, quanto mais apreciamos a beleza da natureza , mais beleza descobrimos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Tempo de plantar, tempo de colher....

Na maioria das vezes, nós nos alimentamos do desconhecido! Não sabemos de onde vêm os legumes e verduras que compramos e nem as condições em que foram cultivados. Plantar nos aproxima dos alimentos que nos nutrem pois conhecemos seus ciclos e qualidades nutricionais.
Cultivar alimentos orgânicos na nossa horta vai além do cultivo de produtos sem agrotóxicos, é manejar de forma equilibrada o solo e demais recursos naturais (água, plantas, animais, insetos, etc.), conservando-o e mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos.
Brassica oleracea L. var. gongylodes
A couve rábano é rica em vitaminas A e K, em biotina e ácido fólico, bem como magnésio, cálcio e selénio. Metade de uma couve rábano é o suficiente para cobrir as nossas necessidades diárias em vitamina C. A parte mais utilizada na alimentação é a redonda que cresce à superfície do solo e pode confundir-se com uma raiz. Ela é mais saborosa quando é colhida jovem. Caso contrário fica dura e fibrosa. As folhas verdes são comestíveis e preparar-se como a couve. A parte redonda é também muito apreciada quando ralada em saladas, tal como a cenoura. Tem um sabor que lembra a avelã.
Cyphomandra betacea (Solanaceae)
Conhecido como tomate-de-árvore ou tomate francês, é originária da América do Sul. É de porte arbustivo alcançando entre 2-3 m de altura. Não tolera seca prolongada e propaga-se por sementes e estaquias. Tem um aspecto muito semelhante ao do tomate, embora o sabor seja diferente. Rico em vitamina A o fruto é usado no preparo de saladas, geléias e sucos.
mandioca (Aipim ou Macaxeira)
A mandioca é um alimento bastante energético, contém, ainda, razoáveis quantidades de vitaminas do Complexo B, principalmente Niacina e minerais como o Cálcio, Fósforo e Ferro participam da formação dos ossos, dentes e sangue. A cultura da mandioca é tipicamente tropical é está ligada à própria história do Brasil. Embora seja pobre em proteínas, a mandioca tem sido consumida no Brasil desde a época da Colônia. Usada de diversas maneiras, como no preparo de pães, farinha, cuscuz, polvilho ou como acompanhamento de outros pratos, principalmente carne. Cuidado, há variedades de mandioca, chamadas "bravas" cujas raízes, quando ingeridas cruas ou mesmo cozidas, podem provocar intoxicações.

Confrei (Symphytum officinale L.)

O Confrei é calmante e cicatrizante. Suas folhas e raízes agem como cicatrizantes nas contusões e ferimentos. Pode ser usada como forrageira, pelo alto teor de proteína e pela excelente produção de massa verde.
Atenção:
O confrei teve seu uso por via oral proibido pelos órgãos governamentais de saúde de quase todos os países ocidentais, embora seu uso local como cicatrizante seja permitido e estimulado. Apesar das evidências, existem controversas quanto à dosagem necessária para um efeito tóxico.

Romã (Punica granatum)

A romã é fruta exótica e milenar. Existem registros de restos da fruta em túmulos egípcios com mais de quatro milênios. Para os judeus, a romã é um símbolo religioso com profundo significado no ritual do ano novo, pois acredita-se que o ano que chega sempre será melhor do que aquele que vai embora. É uma planta que se adapta a climas tropicais e subtropicais, até nos semi-áridos. É propagada por sementes, mas como tem polinização cruzada, pode dar tipos diferentes. A propagação vegetativa por estacas lenhosas é fácil, bem como por alporquia. O fruto pode ser consumido ao natural, ou como sucos e geléias ou vinho chamado “grenadine”. Há um xarope feito do suco. Como a casca contém 30% de tanino, pode ser usada para curtir couro. Tem propriedades terapêuticas e é usada na medicina popular.

Abobrinha

Colhida e consumida ainda verde, a abobrinha tem casca macia e é composta de aproximadamente 94% de água, o que a torna um dos vegetais com menores taxas calóricas: uma xícara de abobrinha crua fatiada, por exemplo, possui cerca de 20 calorias apenas. Versátil e saborosa, a abobrinha é muito usada na nossa culinária, consistente, mas de fácil digestão, ela traz nutrientes como a niacina (que auxilia o metabolismo) e vitaminas A, C, complexo B e folato.

Dica: Quando for preparar a abobrinha, evite descascá-la, pois é ali que fica a maior parte de seus nutrientes. No máximo, raspe a casca com uma faca para tirar partes machucadas.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Pimentas na horta mandala

A pimenta é um ingrediente antigo e muito utilizado pelas culinárias africana e indígena. Tanto os índios nativos do país, quanto os negros africanos que vieram como escravos consumiam pimentas em abundância. Os primeiros comiam-nas secas ou piladas, juntamente com farinha de mandioca (quya). Com a chegada dos escravos africanos ao Nordeste do Brasil – a primeira Região a ser ocupada pelos colonizadores – o consumo de pimentas foi incrementado. A nobreza e o clero apreciaram muito a pimenta brasileira – a Capsicum – que, por ser mais suave, passou a ser preferida e exportada para Portugal.
As cozinhas dos engenhos, dirigidas por européias e conduzidas por escravas africanas, herdaram vários aspectos da indígena. Para acentuar o sabor dos alimentos, e também porque o sal e o açúcar eram produtos muito valiosos, as mulheres utilizavam temperos locais como o coentro, a salsa e a pimenta indígena (Capsicum). Por mais estranhos que fossem ao paladar dos portugueses, eles precisavam se adaptar aos novos gostos dos temperos brasileiros.
Você sabia que o grande disseminador (ou plantador) das pimenteiras é o sabiá, um pássaro que come os frutos e espalha as sementes, através dos seus excrementos. Desse modo, ele semeia a Capsicum por onde passa.
A substância química que proporciona o caráter ardido e o sabor picante das pimentas – a capsaicina – causa a liberação de endorfinas e, conseqüentemente, uma sensação muito agradável de bem-estar.
No Brasil são cultivadas várias espécies de pimentas.
Na nossa horta plantamos pimenta malagueta, de frutos vermelhos, altamente picantes; cumari que é picante e ligeiramente amarga; pimenta biquinho, que é arredondada, vermelha e gosto suave; dedo-de-moça que tem o sabor mais suave que a malagueta e a pimenta cambuci, que é verde-clara, achatada, doce e suave.
O prato preferido pelos brasileiros - a feijoada misturada à farinha de mandioca - é sempre regado com molho de pimenta: ele a acompanha e incrementa seu sabor. São os molhos de pimenta que temperam, inclusive, a buchada, o mocotó, a rabada, o caruru de quiabos, a moqueca, a dobradinha, a galinha de cabidela e o sarapatel, pratos típicos da cozinha baiana e pernambucana.

Fonte: VAINSENCHER, Semira Adler. Pimenta. Pesquisa Escolar On-Line, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: Fundação Joaquim Nabuco . Acesso em: 25 nov. 2009.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dia Mundial da Alimentação

Em todo o mundo, cerca de 800 milhões de pessoas vivem em situação de insegurança alimentar. Isso significa que elas não têm acesso à alimentação saudável, de qualidade, em quantidade suficiente e de modo permanente. No Dia Mundial da Alimentação, celebrado todo dia 16 de outubro, mais de 180 países organizam atividades e se mobilizam a fim de reduzir a fome.
O combate à fome é uma preocupação mundial e o Dia da Alimentação vem despertar a sociedade sobre a importância de investir em segurança alimentar e nutricional ( SAN* ) para garantir alimentação na mesa de todos os cidadãos.
Na escola, refletimos sobre a importância das hortas comunitárias.
Elas podem proporcionar às comunidades carentes oportunidades de trabalho, geração de renda através da comercialização dos produtos orgânicos e
melhorar a qualidade de vida das pessoas, viabilizando o acesso de alimentos cultivados em bases orgânicas, além de proporcionar o desenvolvimento sustentável do lugar.

Agora, é só dar o primeiro passo: - Que tal conversar com seus vizinhos sobre a possibilidade de vocês construírem no bairro uma horta comunitária. Funciona assim: vocês escolhem um local adequado à atividade e acessível a todos da comunidade e organizam um sistema coletivo de instalação e manutenção da horta. Depois, é só colher as verduras, legumes e vegetais fresquinhos e distribuir entre os participantes.

Fotos da horta mandala

Para saber mais sobre hortas comunitárias: Cidades sem fome

*Segurança Alimentar e Nutricional – SAN é a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis.O direito à alimentação é parte dos direitos fundamentais da humanidade, definidos por pacto mundial do qual o Brasil é signatário. Cada país, por sua vez, tem o direito de definir sua próprias políticas e estratégias sustentáveis de produção, distribuição e consumo de alimentos que garantam o direito à alimentação para toda a população (soberania alimentar), respeitando as múltiplas características culturais dos povos. (Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Plantas indicadoras

Carqueja - Pobreza do solo, compactação superficial
Antes de combater uma planta que consideramos "invasora", deve-se considerar o seguinte: cada planta que aparece espontaneamente é um ecótipo, que significa uma planta que se sente bem naquele local e encontra todas as condições lhe permitem crescer e se multiplicar. Portanto, é uma planta que indica algo, uma planta indicadora. Pode indicar uma condição física como, por exemplo, terra dura, como o fazem o capim-seda ou a guanxuma. Pode indicar a falta de algum mineral nutritivo, como o fazem o nabisco ou o nabo-brabo no trigo, avisando que falta boro e manganês. Pode indicar a acidez da terra, como o sapé-macho ou o mãe-de-sapé, que indicam um pH ao redor de 4,5.
Assim, cada invasora indica alguma coisa; basta interpretar a mensagem.
Na natureza nada existe sem alguma razão. Tudo faz sentido!
Antes de combater as invasoras temos de perguntar: elas prejudicam a nossa cultura? Há plantas nativas que somente cobrem a terra, protegendo-a. Não prejudicam ninguém. Por que não conviver pacificamente com elas?
Fonte: Agricultura Sustentável - Ana Primavesi, 1992

Espécies de vegetação espontânea consideradas como "plantas indicadoras”

Espécie

Indicadora de:

Amendoim bravo ou leiteira (Euphorbia heterophylla)

Desequilíbrio entre N e micronutrientes, sobretudo Mo e Cu.

Azedinha (Oxalis oxyptera)

Terra argilosa, pH baixo, deficiência de Ca e de Mo.

Barba-de-bode (Aristida pallens)

Solos de baixa fertilidade

Beldroega (Portulaca oleracea)

Solo fértil, não prejudica as lavouras, protege o solo e é planta alimentícia com elevado teor de proteína.

Cabelo-de-porco (Carex sp.)

Compactação e pouco cálcio.

Capim-amargoso ou capim-açu (Digitaria insularis)

Aparece em lavouras abandonadas ou em pastagens úmidas, onde a água fica estagnada após as chuvas. Indica solos de baixa fertilidade.

Capim-caninha ou capim-colorado (Andropogon laterallis)

Solos temporariamente encharcados, periodicamente queimados e com deficiência de fósforo.

Capim-carrapicho (Cenchrus echinatus)

Indica solos muito decaídos, erodidos e compactados. Desaparece com a recuperação do solo.

Capim-marmelada ou papuã (Brachiaria plantaginea)

Típico de solos constantemente arados, gradeados e com deficiência de Zn; desaparece com o plantio de centeio, aveia preta e ervilhaca; diminui com a permanência da própria palhada sobre a superfície do solo; regride com a adubação corretiva de P e Ca e com a reestruturação do solo.

Capim rabo-de-burro (Andropogon sp.)

Típico de terras abandonadas e gastas - indica solos ácidos com baixo teor de Ca, impermeável entre 60 e 120 cm de profundidade.

Capim amoroso ou carrapicho (Cenchrus spp.)

Solo empobrecido e muito duro, deficiência de Ca.

Caraguatá (Erygium ciliatum)

Húmus ácido, desaparece com a calagem e rotação de culturas; freqüente em solos onde se praticam queimadas.

Carqueja (Bacharis articulata)

Pobreza do solo, compactação superficial, prefere solos com água estagnada na estação chuvosa.

Carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum)

Deficiência de Ca.

Cavalinha (Equisetum sp.)

Indica solo com nível de acidez de médio a elevado.

Chirca (Eupatorium bunifolium)

Aparece nos solos ricos em Mo.

Dente-de-leão (Taraxacum officinale)

Indica solo fértil.

Grama-seda (Cynodon dactylon)

Indica solo muito compactado.

Guanxuma (Sida sp.)

Solo compactado ou superficialmente erodido. Em solo fértil fica viçosa; em solo pobre fica pequena.

Língua-de-vaca (Rumex obtusifolius)

Solos compactados e úmidos. Ocorre freqüentemente após lavouras mecanizadas e em solos muito expostos ao pisoteio do gado.

Maria-mole (Senecio brasiliensis)

Solo adensado (40 a 120 cm). Regride com a aplicação de K e em áreas subsoladas.

Mio-mio (Baccharis coridifolia)

Ocorre em solos rasos e firmes, indica deficiência de Mo.

Nabo (Raphanus raphanistrum)

Deficiência de B e Mn.

Picão preto (Galinsoga parviflora)

Solo com excesso de N e deficiente em micronutrientes, principalmente Cu.

Samambaia (Pteridium aquilinium)

Alto teor de alumínio. Sua presença reduz com a calagem. As queimadas fazem voltar o alumínio ao solo e proporcionam em retorno vigoroso da samambaia.

Sapé (Imperata exaltata)

Indica solos ácidos, adensados e temporariamente encharcados. Ocorre também em solos deficientes em Mg.

Tanchagem (Plantago maior)

Solos com pouca aeração, compactados ou adensados.

Tiririca (Cyperus rotundus)

Solos ácidos, adensados, anaeróbicos, com carência de Mg.

Urtiga (Urtica urens)

Excesso de N (matéria orgânica). Deficiência de Cu.

FONTE: http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Cafe/CafeOrganico_2ed/anexo10.htm

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O Olho do Consumidor - Produtos Orgânicos

" O Olho do Consumidor" é uma cartilha do MAPA ( Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) com ilustrações do Ziraldo esclarecendo a população sobre a importância dos produtos orgânicos.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Alho

Segue outra receita natural para controle biológico de pragas
O extrato do alho pode ser utilizado na agricultura como defensivo agrícola, tendo ampla ação contra pragas e moléstias. Segundo vários pesquisadores, quando adequadamente preparado tem ação fungicida, combatendo doenças como míldio e ferrugens; tem ação bactericida e controla insetos nocivos como a lagarta da maçã, pulgão, etc. Sua principal ação é de repelência sobre as pragas.
Características e preparo: no Brasil o uso do alho está restrito ainda a pequenas áreas, como na agricultura orgânica, enquanto que em outros países como nos Estados Unidos, pela possibilidade de empregar o óleo de alho, obtido através de extração industrial, já é possivel empregá-lo em larga escala em cultivos comerciais. Uma fórmula para o preparo de um defensivo com alho compreende a mistura de 1,0 kg de alho + 5,0 litros de água + 100 gramas de sabão + 20 colheres (de café) de óleo mineral. Os dentes de alho devem ser finamente moídos e deixados repousar por 24 horas, em 20 colheres de óleo mineral. Em outro vasilhame, dissolve-se 100 gramas de sabão (picado) em 5 litros de água, de preferência quente. Após a dissolução do sabão, mistura-se a solução de alho. Antes de usar, é aconselhavel filtrar e diluir a mistura com 20 partes de água.
Fonte:Ambiente Brasil

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Algumas dicas naturais de controle de pragas

Pulgões Os pulgões podem ser pretos, marrons, cinzas e até verdes. Alojam-se nas folhas mais tenras, brotos e caules, sugando a seiva e deixando as folhas amareladas e enrugadas. Em grande quantidade podem debilitar demasiadamente a planta e até transmitir doenças perigosas. Podem aparecer em qualquer época do ano, mas os períodos mais propícios são a primavera, o verão e o início do outono. Precisam ser controlados logo que notados, pois multiplicam-se com rapidez.
Dica - As joaninhas são predadoras naturais dos pulgões. Um chumaço de algodão embebido em uma mistura de água e álcool em partes iguais ajuda a retirar os pulgões das folhas e isso pode ser feito semanalmente; aplicações de calda de fumo também são indicados.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Defensivos Naturais

Defensivos naturais são produtos que estimulam o metabolismo das plantas quando pulverizados sobre elas. Estes compostos, geralmente preparados pelo agricultor, não são tóxicos e são de baixo custo. Podemos citar os biofertilizantes enriquecidos, cinzas, soro de leite, enxofre, calda bordalesa, calda sulfocálcica, etc. Os inseticidas naturais podem ser preparados a partir de plantas ou minerais não tóxicos à saúde humana e ao ambiente e devem atender a alguns requisitos como:
- t
erem mínima ou nenhuma toxicidade;
- Eficiência no combate a insetos ou microorganismos nocivos às plantas;
- Terem custo reduzido para sua aquisição e emprego no campo;
- Serem de simples aplicação e manejo e, no mais, serem de fácil obtenção.

O emprego de extratos, chás ou sucos de plantas também é alternativa viável para o combate de muitas pragas e doenças. Fonte: Planeta Orgânico

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Criação de Mudas

A produção de mudas é um trabalho extremamente importante para continuação da vida.
Neste processo, é fundamental que se conheça o comportamento das sementes e da planta. Isso requer procedimentos bem distintos e um bom planejamento, como segue:
Propagação por Reprodução: A semente é a estrutura natural da reprodução das plantas superiores, sendo o meio mais comum para a propagação. Para a obtenção de sementes de boa qualidade as plantas matrizes devem ser cultivadas em condições climáticas favoráveis e ideais para cada espécie envolvida. O tempo máximo de armazenamento da semente não pode ser generalizado para todas as espécies, pois ele é função de várias características inerentes a cada uma delas.
Devem-se considerar os seguintes processos para esse tipo de propagação:
Germinação: Considerada a série de eventos biológicos que ocorre desde o estado de dormência até a emergência da plântula. Esta é afetada pela capacidade da semente absorver água, temperatura, as trocas gasosas entre o embrião e atmosfera e luminosidade.
Dormência: Conhecer os mecanismos de dormência e a sua duração para as diferentes espécies é de suma importância uma vez que define ou não a necessidade de utilizar tratamentos específicos para atuarem no metabolismo da semente.
Uma semente dormente é aquela que, embora viável, não germina mesmo em condições de ambiente, devido a alguma restrição interna.
Semeadura: A época da semeadura varia com a espécie e as condições climáticas existentes e pode ser por semeadura direta, sementeira ou em bandejas e tubetes, para serem posteriormente transplantadas.
Propagação Vegetativa: Algumas plantas só podem ser obtidas se propagadas vegetativamente, além do mais é um processo rápido que apresenta baixo custo, facilidade, rapidez e por isso são muito utilizadas. De um modo geral não requer utilização de técnicas especiais e não existem grandes problemas de compatibilidade, salvo exceções feitas à enxertia e borbulhia. Dificilmente ocorrem variações genéticas, mantendo-se características da planta-mãe, resultando numa boa uniformidade.
Estaquia
: neste caso as plantas se propagam através do enraizamento de partes do seu caule, que são chamados estacas e que devem ter cerca de 30 cm de comprimento e de 1 a 2 cm de diâmetro.Uma estaca pode ser classificada com base na parte da planta onde ela é obtida: raiz, tubérculo, caule ou folha. Cabe ressaltar que para a escolha deste material é essencial que a planta mãe esteja bem nutrida, seja juvenil, tipo de madeira escolhida para a estaquia, época do ano.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Manejo sustentável - Adubação Verde

Adubos verdes são plantas utilizadas para melhoria das condições físicas, químicas e biológicas do solo. Há espécies como leguminosas que se associam a bactérias fixadoras de nitrogênio do ar, transferindo-o para as plantas. Estas espécies, também estimulam a população microrganismos que aumentam a absorção de água e nutrientes pelas raízes, contribuindo para um solo mais fértil e saudável.
Não só as leguminosas são utilizadas como adubo verde. É importante a escolha das espécies adequadas para cada tipo de clima, solo e sistema de manejo das plantas cultivadas. O Embrapa Agrobiologia disponibiliza informações que podem auxiliar nesse processo de escolha, através do Banco de Dados de Leguminosas.
Os resultados dessa prática agrícola têm demonstrado que a adubação verde, quando utilizada de forma correta, recupera solos degradados por meio de uma grande produção de raízes, protege os solos das chuvas intensas, minimiza a erosão, aumenta a capacidade de retenção da água e de fixação de determinados nutrientes no solo.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Juntos pelo Dia da Terra

imagem: corbis
O nosso planeta está seriamente ameaçado. Todos os dias, nossos rios, lagos e oceanos são contaminados, devastamos nossas florestas, poluímos o ar e exterminamos muitas espécies que habitam o planeta. Não conseguimos administrar nosso lixo, sem falar do aquecimento global, do aumento da temperatura do planeta e das possíveis catástrofes. O que fazer diante desse triste cenário?
Para celebrar o Dia da Terra e despertar a consciência de que é preciso mudar e preservar o planeta, realizamos algumas ações que ajudam a melhorar o equilíbrio da Terra.
Começamos a limpeza da horta, planejamos o manejo ecológico do solo, pois é da vida que existe dentro do solo que depende toda a vida que existe sobre o solo. Optamos por adubação verde que é o cultivo de plantas que estruturam o solo e o enriquecem com nitrogênio, fósforo, potássio, enxofre, cálcio e micronutrientes. Vamos plantar aveia, mucuna preta, tremoço, nabo forrageiro, feijão guandu e observar o que acontece.
A mãe natureza tem sempre algo para nos ensinar, infelizmente, isso está muito esquecido, mas o fato é que, quanto mais o nosso jeito de produzir imitar o que acontece no ecossistema daquele lugar, mais chances teremos de alcançar o equilíbrio ecológico.
É muito simples, faça a diferença, é só começar!