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quinta-feira, 4 de março de 2010

Festival Internacional de cinema jovem na Índia

O Projeto Mão na Terra foi convidado para participar do primeiro Festival Internacional de Cinema Jovem em Nova Deli, Índia. Agradecemos e aproveitamos para convidar todos os interessados em participar.
É uma oportunidade de envolver jovens estudantes do mundo, não só nas questões ambientais, através de um poderoso recurso que é o vídeo. Estudantes e professores podem efetuar a inscrição on line até dia 15 de março no site IYFMF 2010 .
Qualquer dúvida, entrar em contato ( em inglês) com o organizador do evento, Sr. Rajiv K Shrivastava
Veja como participar aqui

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Dengue

Um dos principais problemas de saúde pública no mundo, a dengue provoca anualmente de 50 milhões a 100 milhões de casos. Não há vacina para a doença, que coloca quase 40% da população global em risco.

Cientistas desenvolvem fêmeas de Aedes aegypti incapazes de voar como alternativa para conter a transmissão da doença (foto: Fiocruz)

Para combater a transmissão de dengue, um grupo de pesquisadores obteve uma nova linhagem de mosquitos na qual as fêmeas não podem voar. Fêmeas, que são o principal vetor da dengue, o Aedes aegypti, quando não conseguem voar, morrem rapidamente, reduzindo o número de mosquitos e, por consequência, a transmissão da doença, segundo os pesquisadores. Machos podem voar, mas não picam ou transmitem a doença. Os autores da pesquisa estimam que a nova linhagem pode suplantar a população nativa em até nove meses, em alternativa eficiente e que não envolve o uso de pesticidas.

Por enquanto, o melhor método para se combater a dengue é evitando a procriação do mosquito Aedes aegypti, que é feita em ambientes úmidos em água parada, seja ela limpa ou suja.
A fêmea do mosquito deposita os ovos na parede de recipientes (caixas d'água, latas, pneus, cacos de vidro etc.) que contenham água mais ou menos limpa e esses ovos não morrem mesmo que o recipiente fique seco. Não adianta, portanto, apenas substituir a água, mesmo que isso seja feito com freqüência. Desses ovos surgem as larvas, que, depois de algum tempo vivendo na água, vão formar novos mosquitos adultos.
O combate ao mosquito deve ser feito de duas maneiras: eliminando os mosquitos adultos e, principalmente, acabando com os criadouros de larvas. Para eliminação dos criadouros é importante que sejam adotadas as seguintes medidas:
- Não se deve deixar objetos que possam acumular água expostos à chuva. Os recipientes de água devem ser cuidadosamente limpos e tampados. Não adianta apenas trocar a água, pois os ovos do mosquito ficam aderidos às paredes dos recipientes. Portanto, o que deve ser feito, em casa, escolas, creches e no trabalho, é:
• substituir a água dos vasos das plantas por terra e esvaziar o prato coletor, lavando-o com auxílio de uma escova;
• utilizar água tratada com água sanitária a 2,5% (40 gotas por litro de água) para regar bromélias, duas vezes por semana*. 40 gotas = 2ml;
• não deixar acumular água nas calhas do telhado;
• não deixar expostos à chuva pneus velhos ou objetos (latas, garrafas, cacos de vidro) que possam acumular água;
• acondicionar o lixo domiciliar em sacos plásticos fechados ou latões com tampa;
• tampar cuidadosamente caixas d'água, filtros, barris, tambores, cisternas etc.
Para mais informações de medidas eficazes em residências, escolas e locais de trabalho, Clique aqui

Fonte:

Agência FAPESP , CETESB

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Sementes da amizade

Essa semana chegaram mais cartinhas dos alunos do Profº Rogério da Escola Municipal João Brasil, Niterói, Rio de Janeiro.
É sempre uma festa a entrega das cartinhas...
Concentrada, Josiane lê a carta da nova amiga.
Na horta os alunos colhem sementes de alfazema
e erva doce para responder as cartinhas cariocas.
A princípio, a ideia era trocar sementes cultivadas nas hortas das duas escolas, incentivando o cultivo orgânico e conscientização sobre a correta utilização dos recursos naturais e preservação ambiental, mas percebemos que essas trocas também impulsionam o desenvolvimento da leitura, escrita e interpretação. Alguns alunos têm muita dificuldade de se expressar por meio das palavras. As cartas se tornam um grande estímulo para que eles desenvolvam essa habilidade.
Depoimentos dos alunos
A troca de sementes é uma experiência sócio-ambiental, um novo tipo de aprendizagem via comunicação, que liga duas escolas com alunos diferentes de lugares diferentes que, por sua vez, deixaram suas diferenças de lado para se comunicar. Perto do fim do ano, chegando a formatura, os alunos da Escola Dinorá vivenciaram uma experiência que outras escolas ainda não têm. É mais um ponto positivo para a nossa escola, nossa aprendizagem e nossa horta.
Douglas Aliki
“Este ano escolar de 2009 foi muito bom para mim, a Professora de Geografia fez uma atividade muito bacana, nos dando a oportunidade de conhecer mais gente e outros lugares. Ela nos incentivou a escrever cartas e trocar sementes com uma escola no Rio de Janeiro na cidade de Niterói e todos os alunos da 8ºA participaram dessa atividade extraordinária. Quando os alunos da escola do Rio de Janeiro nos respondem e nos mandam sementes nós vamos na horta e plantamos as sementes, é uma diversão só.”
Suelen Baena de Sousa
Trocar sementes com nossos amigos cariocas foi uma forma de vivenciar outras práticas possíveis para que os modelos econômicos, políticos e sociais sejam repensados e reconstruídos.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dia Mundial da Alimentação

Em todo o mundo, cerca de 800 milhões de pessoas vivem em situação de insegurança alimentar. Isso significa que elas não têm acesso à alimentação saudável, de qualidade, em quantidade suficiente e de modo permanente. No Dia Mundial da Alimentação, celebrado todo dia 16 de outubro, mais de 180 países organizam atividades e se mobilizam a fim de reduzir a fome.
O combate à fome é uma preocupação mundial e o Dia da Alimentação vem despertar a sociedade sobre a importância de investir em segurança alimentar e nutricional ( SAN* ) para garantir alimentação na mesa de todos os cidadãos.
Na escola, refletimos sobre a importância das hortas comunitárias.
Elas podem proporcionar às comunidades carentes oportunidades de trabalho, geração de renda através da comercialização dos produtos orgânicos e
melhorar a qualidade de vida das pessoas, viabilizando o acesso de alimentos cultivados em bases orgânicas, além de proporcionar o desenvolvimento sustentável do lugar.

Agora, é só dar o primeiro passo: - Que tal conversar com seus vizinhos sobre a possibilidade de vocês construírem no bairro uma horta comunitária. Funciona assim: vocês escolhem um local adequado à atividade e acessível a todos da comunidade e organizam um sistema coletivo de instalação e manutenção da horta. Depois, é só colher as verduras, legumes e vegetais fresquinhos e distribuir entre os participantes.

Fotos da horta mandala

Para saber mais sobre hortas comunitárias: Cidades sem fome

*Segurança Alimentar e Nutricional – SAN é a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis.O direito à alimentação é parte dos direitos fundamentais da humanidade, definidos por pacto mundial do qual o Brasil é signatário. Cada país, por sua vez, tem o direito de definir sua próprias políticas e estratégias sustentáveis de produção, distribuição e consumo de alimentos que garantam o direito à alimentação para toda a população (soberania alimentar), respeitando as múltiplas características culturais dos povos. (Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sempre a Primavera. Nunca as mesmas flores

"Quando uma semente de bambu é plantada ela forma um bulbo embaixo da terra. Passa o primeiro ano, nada do bulbo crescer. Passa o segundo, terceiro, quarto e continuamos sem ver nada se olharmos para a terra. Mas por baixo, as raizes estão crescendo e se espalhando. E é só a partir do quinto ano que a planta vai brotar e atingir rapidamente vinte e cinco metros de altura. A sabedoria chinesa nos mostra como é importante desenvolvermos as coisas internamente e principalmente fortalecermos as bases".
É primavera...
Que venham as flores,
As cores,
e os frutos...

Fonte: ENSINAMENTOS DA NATUREZA do Roberto Otsu

terça-feira, 30 de junho de 2009

HOME - O mundo é nossa casa

Home - O mundo é a nossa casa, é um documentário do diretor francês Yann Arthus-Bertrand que pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária.

Já é possível assistir pela internet uma versão em português aqui

quinta-feira, 26 de março de 2009

Rádio na educação ambiental

A escola antenada nas ondas da comunicação

Imagem: Corbis

A produção de um programa de rádio sobre educação ambiental na escola promove a urgência de práticas de preservação ambiental. Mais do que a veiculação de idéias, o uso de diferentes linguagens de mídia, a familiarização com os equipamentos associada a exercícios de elaboração coletiva da programação a ser veiculada e o respeito à diversidade de opiniões, transforma os alunos em mais do que produtores de mídia, desenvolvendo o senso crítico e incentivando o questionamento da realidade em que vivem.
Isso proporciona ao aluno um novo olhar em relação aos conteúdos veiculados pelas diversas mídias comerciais que moldam valores, principalmente nos jovens.
A rádio será utilizada não só para criar momentos de entretenimento na hora do recreio, mas a reflexão crítica da sua realidade, divulgando e questionando através de suas próprias produções as mudanças necessárias para um mundo sustentável. A análise crítica da mídia contribui para a conscientização de suas realidades, despertando talentos, aprimorando reflexões e possibilitando um olhar mais crítico, que vise o bem comum e a participação social.
Esse pode ser o caminho para promover a mudança de postura e atingir alguns ideais de uma educação transformadora e comprometida com a formação de cidadãos críticos e atuantes na nossa sociedade.

Referências:

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Novas práticas para novos tempos

O processo das transformações no mundo atual nos faz pensar a relação que temos com o planeta e nas conseqüências dessa interferência no meio ambiente que chega a ser capaz de mudar a dinâmica do planeta, nossa maneira de trabalhar, divertir e se relacionar com as pessoas.

Com o avanço das tecnologias, nossa forma de conhecer, aprender e atuar no mundo também muda, com isso, a busca de novas técnicas que ofereçam aos alunos um aprendizado mais envolvente, criativo e inovador tornou-se um desafio para a escola pública, pois valores como habilidades e competências, que podem ser adquiridos na escola e levados para toda a vida, são essenciais para os dias de hoje.

Os Quatro Pilares da Unesco, estabelecidos no relatório de Jacques Delors*, servem, em seu conjunto, como princípio organizador nesse processo de construção de competências e habilidades e o caminho para o futuro da educação. São eles:

Aprender a ser
Busca do autoconhecimento,auto-estima, pensamento crítico e criatividade.

Aprender a aprender
Descoberta do prazer de conhecer, compreender, construir e reconstruir.

Aprender a conviver Desenvolvimento da percepção de interdependência, respeito e valorização do próximo.

Aprender a fazer
Desenvolvimento de habilidades e competências que resultem na aplicação da tecnologia.

*coordenador do “Relatório para a Unesco da Comissão Internacional Sobre Educação para o Século XXI(1998)

Referência: Unesco

Imagem: Corbis

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Livro Clip

Você conhece o livro clip?
O LivroClip é a moldura digital do livro, incluindo uma animação sobre a obra, trechos, biografia do autor e uma seção especial que transforma o livro em material pedagógico gratuito e interessante, através de atraentes e coloridos desenhos, sons e animações.

O uso das TICs - Tecnologia da Informação e Comunicação na educação é um processo de aprendizagem que oferece possibilidades de renovar ou mesmo romper com a concepção do modelo tradicional da educação.

Vale a pena conferir.

Boa leitura!
livroclip

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Jornal Mão na Terra

A primeira edição do jornal está pronta e um dos resultados que percebemos é que com esse novo trabalho adquirimos mais experiência, estabelecendo um convívio harmonioso com as pessoas, respeitando o ritmo e a capacidade de cada um, o que , sinceramente, não é algo fácil.

Produzir um jornal não é um trabalho simples, exige colaboração, responsabilidade e vontade de trabalhar fora do horário de aula. As matérias, fotos, a tira de humor, a digitação dos textos e a diagramação do jornal foram feitas pela equipe formada por alunos, professores e voluntários, que nunca produziram um jornal. Bem, por isso, alguns imprevistos aconteceram.

Algumas situações vivenciadas nessa etapa, por mais simples que possam parecer, têm um grau de complexidade diferenciada para cada pessoa, o que exige um conjunto de ações para superar os desafios.

Temos insistido na postura responsável, na reflexão sobre as atividades e na importância da participação de todos, principalmente pela mudança de paradigmas que exige uma contínua reflexão e apropriação de valores que remetem a ela.

Acreditamos que outro mundo é possível, oportunizando aos nossos alunos a reflexão e consciência crítica, buscando alternativas que promovam a mudança para a construção de um mundo equilibrado, sustentável e justo.

imagem: corbis

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

A História das Coisas

“A História das Coisas” é um documentário de 20 minutos feito pela ativista Annie Leonard , que nos leva a refletir sobre a sociedade em que vivemos. Revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, sendo um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.

Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.

O arquivo dublado está disponível no endereço abaixo:

www.sununga.com.br

Fonte : http://www.permear.org.br

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Leitura do Mundo

imagem: corbis


A recente pesquisa “Retrato da leitura no Brasil”, traz um perfil preocupante do leitor brasileiro. O relatório mostra que 45% dos brasileiros não têm o hábito de ler. Entre um dos motivos apontados na pesquisa está a afirmação dos entrevistados de que não compreendem aquilo que lêem.

Grave não?

Segundo Paulo Freire “a leitura do mundo precede a leitura da palavra”, ou seja, antes de ler a palavra, vivenciamos e explicamos o mundo através dos sentidos, assim, antes de ler a palavra, o aluno já vivenciou diversas leituras do mundo.

Ler o mundo significa mais do que ser capaz de ler um texto... É necessário o domínio de diferentes códigos e linguagem para ampliação das possibilidades de interpretação e compreensão da realidade frente a um mundo em permanente reconstrução.

O relatório ainda afirma que o incentivo à leitura nas escolas é muito importante.

E você, entende aquilo que lê?

Para acessar o relatório:
http://www.prolivro.org.br

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O que você está lendo?

Sensações

“As sensações são misteriosas!
Mas, todos nós as conhecemos muito bem.
Talvez seja, por isto, que é tão difícil explicá-las.
Algumas pessoas privilegiadas, artistas, talvez, consigam se manifestar melhor.
Expressando com palavras, imagens, gestos ou sons as sensações que sentem.
Mas, quando admiramos uma obra temos nossas próprias sensações!
Que com certeza são diferentes da pessoa que a fez. Que contradição!
Muitos cientistas, filósofos e artistas passaram a vida tentando desvendá-las.
Talvez este mistério continue.
O
que será melhor para a humanidade?
Solucionar este problema ou deixá-lo em aberto?(...)”
Carolina Godinho Retondo, Pedro Faria -
Química das Sensações


Oi pessoal, estou lendo este livro que encontrei na biblioteca da escola e que utiliza conceitos da química, física, biologia e de outras áreas do conhecimento para explicar como são provocadas as sensações humanas . Não terminei de ler ainda, só desgrudei os olhos dele para indicá-lo a vocês.

E vocês, o que estão lendo?

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Produção do Jornal Ambiental

Landscape with Rising Sun by Vincent van Gogh

A segunda etapa do Projeto Mão na Terra é a produção do Jornal ambiental.

Hoje, as pessoas envolvidas na produção do jornal ambiental, reuniram-se para definir a diretriz do jornal de modo coletivo e democrático.

O primeiro passo foi organizar uma equipe responsável pela produção do jornal composta por professores, alunos, comunidade e voluntários. Esta equipe será responsável por toda organização, pré-produção, produção e pós-produção da publicação do jornal. Será necessário que a equipe se reúna com freqüência para o bom andamento do jornal.

Conversamos sobre a necessidade do jornal ter um identidade própria e definimos as características do jornal, apresentando uma estrutura própria, autêntica, fazendo com que ele seja diferente de qualquer outro jornal.

A diagramação será feita no Scribus, um software livre para editoração eletrônica, sugestão do Leandro. Todos gostaram da idéia.

Definimos o layout e o logotipo. A impressão será feita em papel reciclado. A distribuição será feita num local fixo perto da entrada escola, onde todos tenham acesso. Se necessário, faremos tiragem extra.

O objetivo do jornal é informar e conscientizar as pessoas em relação à preservação do meio ambiente, os problemas decorrentes das interferências humanas e suas conseqüências e as diversas maneiras de acabar com ações prejudiciais contribuindo diariamente para a vida saudável do planeta.

Segundo Eric Hobsbawm, vivemos na “Era dos Extremos”. Para ele, “nosso mundo corre o risco de explodir ou implodir. Não sabemos para onde estamos indo, mais uma coisa é certa: se a humanidade pretende ter um futuro reconhecível, ela não pode ser uma simples continuação do passado ou do presente.”

Nesse cenário, a educação é o elemento indispensável para a transformação da consciência ecológica. Mas precisa ser reformulada, questionada, repensada. É fundamental para nós professores, não nos limitarmos à sala de aula, lousa e giz, para não corrermos o risco de formar pessoas alienadas. É necessário estimular reflexões sobre os vários processos históricos que nos trouxeram a realidade de hoje, estimulando ações para soluções dos problemas. Tudo isso pode parecer muito simples, mas trata-se de uma mudança radical na escola, e a escola precisa estar disposta para essas mudanças, pois dentro do espaço escolar é possível aprender pequenas ações que contribuam para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e do planeta, já que esse é o verdadeiro objetivo do projeto.

Educação pela Comunicação: Como formar cidadãos

Primeiro surgiram os livros. Depois vieram os jornais e as revistas. No século 20, inventaram o rádio, o telefone e a TV. Hoje há também o celular e a internet.

A evolução nas tecnologias de comunicação e informação provoca profundas mudanças na maneira como os seres humanos vivem, pensam e trabalham.

Agora, para ser cidadão, é preciso aprender a navegar num oceano de informações. E a escola, o lugar tradicionalmente dedicado ao ensino e à aprendizagem, à transmissão de informações, tem que introduzir a comunicação.

Informação é poder. Temos que aprender não só a comunicar, como a ler criticamente as informações que recebemos.

Não há maneira mais simples e prática de fazer isso do que criando produtos de comunicação. Ao produzir um jornal, um site, uma história em quadrinhos, um fanzine, um vídeo, um programa de rádio, aprendemos a nos comunicar.

Ao comunicarmos, aprendemos a “gramática” dos meios de comunicação – além de sermos obrigados a organizar as informações. Para fazer um bom jornal é preciso saber português, matemática, história, geografia, biologia, design, informática...

A educação pela comunicação é um ótimo jeito de formar cidadãos para uma sociedade em que a informação e o conhecimento valem cada vez mais.

Fonte: FERNANDO ROSSETTI, jornalista, educador e consultor; coordena no UNICEF o projeto Educação, Comunicação & Participação