terça-feira, 16 de setembro de 2008

Você conhece a Química do sabão?

REAÇÕES QUÍMICAS DE SAPONIFICAÇÃO
Pessoal, na verdade é uma Reação Química muito conhecida para nós Químicos que estudamos as reações que acontecem no Unviverso, ou pelo menos tentamos estudá-las, risos... Essa reação é conhecida como Reação de Saponificação, na verdade muitas donas de casa a fazem para produzir o famoso “sabão caseiro”, que agora toma um papel muito importante na Era da Sustentabilidade, já que, ao fabricar seu sabão, você pode comercializá-lo, gerando lucros para você e sua família, e também fonte de renda alternativa. Então porque “não” entender como se faz um SABÃO ECOLÓGICO, que utiliza óleo vegetal e fubá, como o citado na Postagem anterior?
Vamos lá moçada:
Saponificação é basicamente a interação (ou reação química) que ocorre entre um ácido graxo existente em óleos ou gorduras com uma base forte com aquecimento. O sabão é um sal de ácido carboxílico e por possuir uma longa cadeia carbônica em sua estrutura molecular, ele é capaz de se solubilizar tanto em meios polares quanto em meios apolares. Além disso, o sabão é um tensoativo, ou seja, reduz a tensão superficial da água fazendo com que ela "molhe melhor" as superfícies. A reação básica de saponificação pode ser representada pela seguinte equação:

A saponificação é feita à quente. Nela a soda ou potassa atacam os referidos ésteres, deslocando a glicerina e formando, com os radicais ácidos assim liberados, sais sódicos ou potássicos. Esses sais são os sabões, que, passando por um processo de purificação e adição de outros ingredientes, transformam-se nos produtos comerciais. Os sabões produzidos com soda são chamados de duros, e os produzidos com potassa, moles.

O sabão é obtido fazendo-se reagir ácidos graxos com óleos, numa reação chamada saponificação. Os ácidos graxos normalmente usados são o oléico, o esteárico e o palmítico, encontrados sob a forma de ésteres de glicerina (oleatos, estearatos e palmitatos) nas substâncias gordurosas.

Ao contrário do que se pensa, o sabão por si só não limpa coisa alguma. Essa aparente contradição pode ser entendida quando se sabe que os detergentes - entre os quais a forma mais simples e conhecida é o sabão - são agentes umectantes que diminuem a tensão superficial observada nos solventes, permitindo maior contato dos corpos com os líquidos, que realmente limpa.

VALORES NUTRICIONAIS DO FUBÁ:

Fubá cozido (Quantidade = 1 xícara):

Água (%) = 88 Calorias = 120 Proteína (g) = 3 Gordura (g) = Traços

Ácido Graxo Saturado (g) = Traços

Ácido Graxo Monoinsaturado (g) = 0,1 Ácido Graxo Poliinsaturado (g) = 0,2 Colesterol (mg) = 0 Carboidrato (g) = 26 Cálcio (mg) = 2 Fósforo (mg) = 34 Ferro (mg) = 1,4 Potássio (mg) =38 Sódio (mg) = 0 Vitamina A (UI) = 140 Vitamina A (Retinol Equivalente) = 14 Tiamina (mg) = 0,14 Riboflavina (mg) = 0,1 Niacina (mg) = 1,2 Ácido Ascórbico (mg) = 0

6 comentários:

Giuliana Oehlmeyer disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Giuliana Oehlmeyer disse...

Rose, obrigada pelo apoio!
Você é fantástica!
Profs. Giuliana.

Rosa disse...

Giu...

A receita do sabão com fubá ficou ótima! O sabão ficou mais firme. A textura é diferente. Adoramos!!

Rosa disse...

Giu... Pesquisando sobre sabão na net , encontrei uma pesquisa interessante que explica as primeiras evidências de um material
parecido com sabão que foi encontrado em cilindros de barro por volta de 2.800 A C., durante escavações da antiga babilônia. E os habitantes ferviam gordura com cinzas, mas não mencionam para que o “sabão” era usado. E que a saponificação tem sua origem no Monte Sapo, onde era normal a realização de sacrifícios de animais e com a chuva, essa mistura de sebo animal (gordura) derretido, com cinzas e barro acabava nas margens do Rio Tibre, resultando numa borra (sabão). As mulheres descobriram que usando esta borra, suas roupas ficavam muito mais limpas.
Também aprendi uma dica ótima com os alunos do Juarez, que é muito fácil limpar o óleo de fritura, no aquecimento é só adicionar vinagre. Agora explicar essa reação... é com você !!!

Rosa disse...

Giu... minha dúvida é a seguinte, já sei que o nosso sabão tem, sobre os detergentes industriais algumas vantagens, além econômico, atóxico é fabricado a partir de matérias-primas renováveis, mas assim como o sabão industrial, ele não é biodegradável, isto é, permanece no ambiente como agente poluidor muito tempo depois de ter sido utilizado e que a única diferença ( vantagem ) é que sua produção envolve o reaproveitamento de óleos e gorduras que também iriam poluir o meio ambiente. Você pode nos explicar isso?

Rosa disse...

Olá!!

Sobre a dúvida se o nosso sabão é biodegradável (o que significa dizer que é uma substância que pode ser degradada pela natureza), essa possibilidade de degradação das moléculas formadoras do sabão muitas vezes é confundida com o fato do produto ser poluente ou não. Ser biodegradável não indica que um produto não causa danos ao ecossistema, mas sim, que o mesmo é decomposto por
microorganismos (geralmente bactérias aeróbicas), aos quais serve de alimento,
com facilidade e num curto espaço de tempo.
Dependendo do meio, a degradabilidade das moléculas de sabão ocorrem
em curto espaço de tempo (± 24 horas). A não existência de ramificações nas
estruturas das cadeias carbonadas facilitam amplamente a degradação realizada
pelos microorganismos.
O sabão pode tornar-se um poluidor, basta observar que após a utilização
o eliminamos na água, junto com a sujeira. Essa mistura vai para o esgoto e, como
é muito comum, este, acaba desaguando diretamente nos rios, lagos ou oceanos,
sem prévio tratamento. É nesse meio que a mistura sabão-sujidades pode tornar-se
poluidora.

Este fato gera o aumento de culturas bacterianas. Vários microorganismos, patológicos ou não, alimentam-se da mistura de sabão e matéria orgânica. Se ocorrer abundância destes compostos, eles se proliferarão com maior facilidade. Como grande parte desses organismos necessitam de oxigênio para sobreviver, acabam reduzindo a quantidade do mesmo que está dissolvida em água, e que, conseqüentemente, leva
os microorganismos aeróbicos à morte. A partir deste momento, a degradação é realizada, com maior intensidade, por bactérias anaeróbicas que, ao invés de
produzirem CO2 (dióxido de carbono) e H2O (água) como produtos finais,
formarão CH4 (metano), H2S (ácido sulfídrico) e NH3 (amônia), que são mais tóxicos e prejudiciais ao meio ambiente.

Outra forma pela qual o sabão contribui para o aumento da poluição ocorre quando há formação exagerada de espumas nas superfície dos rios e lagos.
A camada de espuma encobre a superfície, impedindo a penetração dos raios solares e a interação da atmosfera com a água. Esta obstrução é mais evidente em
rios cuja vazão é pequena e as águas, agitadas. Nesses casos, leva plantas aquáticas e peixes à morte. Este fato, além de prejudicial à natureza, torna mais
difícil e dispendioso o tratamento da água para consumo humano. Por sorte o sabão é suficientemente biodegradável para que este fato não ocorra somente por
sua utilização. Atualmente os maiores causadores deste tipo de poluição são os detergentes não-biodegradáveis. Neste caso, o sabão é um mero auxiliar. A
legislação brasileira atual proíbe tanto a produção como a comercialização de detergentes não-biodegradáveis, evitando, assim, este tipo de poluição.

Bom, acho que a solução é usar o sabão com moderação!